quinta-feira, 31 de março de 2011

Morte.




Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?

Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um clichê. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu! Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por 1 rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça!

Pedro Bial

quarta-feira, 23 de março de 2011

Quem acredita, sempre alcança.


"Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca ai ser alguém.
Existem pessoas que nos machucam. Existem pessoas que não sabem amar. Mas eu sei que algum dia aprenderemos:Que se você quiser alguém em quem confiar, deve confiar em si mesmo.Quem acredita, sempre alcança."

(Mais uma vez - Renato Russo)

terça-feira, 22 de março de 2011

Perda.

Agora minha vida se modificou novamente, uma grande parte da minha base se rompeu, e consequentemente abalou a estrutura, eu sinto como se tivesse acordado para a realidade em que eu vivia antes de ter encontrado esse "mundo perfeitamente imperfeito" que vivi por todos esses meses.
Sinto em meu coração, algo diferente, novo. É como se fosse vazio mas ao mesmo tempo não é... É uma perda dolorosa seguida por expectativa, mas eu não consigo acreditar que alguma coisa possa parecer realmente certa, falta algo muito importante pra isso.
Estou confuso, não entendo isso. A unica coisa que eu tenho certeza nesse momento é que eu quero ter de volta, mas ao mesmo tempo eu não quero, porque eu tenho medo de que essa não seja a melhor decisão, tenho medo de que a sua felicidade não esteja em mim.
E eu também não quero mais tragédias em minha vida.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Fugir...






Cresci numa pequena cidade.
E quando a chuva caía, eu apenas olhava pela janela sonhando com o que poderia acontecer, e se eu terminaria feliz.


Tentando o máximo alcançar.

Mas quando eu tentei falar, senti como se ninguém pudesse me ouvir... Queria ficar, mas algo parecia estar tão errado aqui...

Então eu rezei para que eu pudesse escapar.

Eu abrirei minhas asas, e aprenderei a voar.
Eu farei o que for necessário, até tocar o céu.
Mas eu não esquecerei as pessoas que amo
Correrei o risco, arriscarei, mudarei... E escaparei.

sexta-feira, 11 de março de 2011





Eu quase posso ver esse sonho que estou sonhando. 
Mas há uma voz dentro da minha cabeça dizendo que eu nunca irei alcançá-lo.

Cada passo que estou dando, cada movimento que eu faço, parece perdido sem nenhuma direção.
Minha fé está abalada...
Mas, eu tenho que continuar tentando.
Tenho que manter minha cabeça erguida. 

Porque sempre haverá uma outra montanha 
Eu sempre vou querer movê-la 
Sempre vai ser uma batalha difícil 
Às vezes eu vou ter que perder 
Não é sobre o quão rápido chegarei lá 
Não é sobre o que está me esperando do outro lado 
É a escalada.

As lutas que estou enfrentando, as oportunidades que estou tendo, às vezes podem me jogar no chão.
Mas não, eu não estou rompendo 
E eu posso até não saber, mas este são os momentos que eu mais lembrarei.
Só tenho que continuar... E ser forte...
Apenas continuar empurrando...


(Miley Cyrus - The Climb)



quinta-feira, 10 de março de 2011

Dor.


Parece que foi ontem que vi seu rosto.
Você me disse o quanto estava orgulhoso...

Mas eu fui embora.
Se eu apenas soubesse o que sei hoje,
Eu te seguraria em meus braços,
eu afastaria a dor,

agradeceria por tudo que você fez,
perdoaria todos os seus erros.
Não há nada que eu não faria para ouvir sua voz de novo.
(Christina Aguilera - Hurt)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Conclusões.

Não quero mais viver nessa grande bagunça.
Vou preservar, de certo modo, somente o que eu achar, julgar, ser melhor para mim.
Não quero mais me preocupar com o que as pessoas vão pensar afinal elas não podem me entender.

Amizades antigas, que nem amizades foram, na realidade foram apenas impossíveis e agora ate irritantes, não quero mais para mim. Porque eu nunca fui do tipo que gosta de forçar situações, nem mesmo com os animais... Por exemplo: quando minha cachorra "comemora" quando eu chego em casa, com o rabo batendo em tudo, se eu não tiver a fim de cumprimentá-la, eu não o faço.

É super estranho, mas de alguma maneira eu mudei completamente a maneira como encaro as coisas.
Há algum tempo atrás eu me sentia tão só que cheguei a extremos que atualmente me parecem infantis e completamente sem sentido. Como eu pude me humilhar por tão pouco?

Poderia escrever muito mais sobre isso, mas assim escreveria um livro.
Resumidamente:
Vou deixar que as pessoas gostem de mim por quem eu realmente sou, e não vou mais tentar mostrar ser algo que não sou para que elas gostem de mim. Isso é horrível.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Minha primeira poesia...

Não tem nem título, é um desabafo, algo assim.

"Você sempre tentou demonstrar ser inteligente.
Mas eu conheço seus defeitos.

Sei que algumas coisas foram erro meu.
Por isso não te julgo culpado.

Todos nos erramos,
Mas ainda existia uma chance.

Não vou mentir para mim mesmo,
Sempre abominei isso.
Ainda sinto sua falta em alguns momentos...
As brincadeiras tolas.
Sinto falta... Da ausência.
De você sentado em frente à televisão o dia inteiro.

Honestamente, pode ser melhor assim.
Você esta feliz, não esta?
E eu não sinto mais nenhuma necessidade de um pai, eu acho.

Só não queria que você esquecesse,
Que esses 3 filhos que você ainda tem, sentem sua falta. (pelo menos eu sinto, as vezes)

E por mais magoado que você esteja.
Eu não sinto necessidade em lhe pedir perdão...
Porque de alguma maneira, eu sinto que apenas me vinguei de você.
Isso é realmente péssimo.
Teria eu herdado isso de você, pai?"