Ah! Essa saudade fria
Essa vida vazia
Que são meus dias sem ti
Pela distância curta
Que se faz longa, sem fim
Porque, mesmo perto,
Não posso ver-te
Não posso ter-te perto de mim
E na solidão de meu viver
Me pergunto sem saber
Que respostas tens para mim?
Dou mil voltas pelo quarto
Tudo começo e nada acabo
Como cachorro sem trato
Tentando morder o próprio rabo
E a cena se repete em quadros
Na tela fria da memória
Da minha pobre história
Que é meu viver sem ti
Um fardo. Um livro velho,
Esquecido num canto qualquer
Que ninguém lê, que ninguém quer.
Paulo Gondim.

Nenhum comentário:
Postar um comentário